Artigos - Por que precisamos melhorar o atendimento na educação? - DMC3

Por que precisamos melhorar o atendimento na educação?

Por que precisamos melhorar o atendimento na educação?

Por que precisamos melhorar o atendimento na educação?

A história do ensino básico privado no Brasil

O Ensino Básico privado no Brasil começou sua história no século XIX, quando as ordens religiosas católicas desembarcaram em terras brasileiras para cumprir o papel de evangelizar os índios e os imigrantes europeus. O foco era a educação através dos preceitos católicos, preferencialmente em colégios fechados e que atendiam castas da sociedade. Estudavam apenas os interessados na religião e os burgueses, ou mais abastados, enviavam seus filhos para a Europa.

No início do século XX as escolas ligadas a comunidades estrangeiras começaram a se consolidar. Elas foram criadas para atender a necessidade de educar sem perder a conexão com as raízes culturais da família. Alemãs, Francesas, Israelitas e Japonesas, essas escolas passaram a atender nichos claros de mercado.

Com o milagre econômico brasileiro, que teve seu auge na década de 1950, a população passou a procurar escolas para matricular seus filhos. As públicas não tinham vagas suficiente e, como o ensino não era universalizado, surgiram as escolas leigas. Essa nova categoria diferenciava-se por ser privada, não religiosa e sem ligação com comunidade estrangeira. Em geral era fruto de iniciativas individuais e atendiam crianças e jovens de uma pequena região, ou bairro.

A próxima etapa do desenvolvimento da escola privada leiga foi impulsionada pela necessidade do jovem acessar a Universidade, que era, sobretudo, pública. Com uma grande concorrência nos vestibulares, alguns professores perceberam que a classe média precisava de bons cursos preparatórios, já que as escolas não conseguiam suprir a necessidade. Os cursos pré-vestibulares surgiram e com eles vieram os colégios de Ensino Médio. O próximo passo foi a abertura de turmas em séries anteriores, até que as novas escolas passaram a atender alunos a partir de 3 anos. Essa realidade fez surgir sistemas de ensino apostilados e colégios leigos tradicionais e inovadores.

O grande susto do setor aconteceu na década de 1990, quando o descontrole da inflação e os sucessivos planos econômicos levaram a classe média a um status financeiro inferior. A oferta de vagas em escolas era grande e os alunos passaram a migrar para a escola pública, ou a não pagar mais pelos serviços educacionais. A inadimplência subiu, a exigência da família aumentou e as vagas começaram a sobrar. O que antes era um mar de dinheiro, já que muitas escolas ganhavam mais com a aplicação financeira do que com o serviço educacional prestado, passou a ser um lamaçal de problemas.


Problemas e soluções

Folha de pagamento inchada, profissionais desqualificados, falta de profissionalismo no atendimento ao cliente, falta de processos administrativos, ausência de sistemas de cobrança eficazes, modelos de gestão pautados na centralização das decisões e a certeza de que todas as escolhas feitas estão corretas fizeram com que o setor entrasse em franca decadência. O resultado é claro: escolas fecharam, outras foram vendidas, algumas passaram pelo processo de sucessão e muitas estão perdidas em processos de gestão que não refletem mais a necessidade da família atual.

E como sair dessa situação? A resposta está na profissionalização da empresa. Soluções caseiras funcionam até que os limites do conhecimento técnico e da experiência são alcançados. No caso das escolas privadas, esse limite chegou, em geral, por volta de 2005, quando percebemos o início do movimento da entrada de investidores no setor, que até então era capitaneado por educadores abnegados e suas famílias.

A chegada de especialistas em gestão de empresas tende a provocar a profissionalização do setor, já que a sobrevivência passará a ser medida pela eficiência na gestão, associada sempre ao sucesso do modelo pedagógico.

O atendimento ao cliente passa a ser fundamental para manter o aluno e garantir resultados a longo prazo, além de ser a melhor alternativa para atrair mais famílias para a escola. Processos de gestão eficientes também fazem parte da nova pauta da administração da escola, sendo contemplados o RH, Financeiro, Cobrança, Atendimento e Tecnologia.

Finalmente as escolas entram na era da gestão por resultados não só acadêmicos, mas também administrativos.


VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR

  • As escolas da gestão e a gestão da Instituição de Ensino

    As escolas da gestão e a gestão da Instituição de Ensino
    Leia mais

Conheça os cursos DMC3 na área de Educação

Deixe seu comentário

Compartilhe!
Assine nosso feed RSS - ARTIGOS DMC3

Assine nosso feed